Fístula anal em crianças

É uma comunicação em forma de túnel do meio externo do ânus com a mucosa interna do reto, decorrente de um abscesso que se formou na região perianal. Não tem uma causa específica e não é atribuída a má higienização ou o uso frequente de fraldas. 

As fístulas anais são normalmente congênitas ou podem ser secundárias às fissuras anais, a uma doença inflamatória intestinal, uma colite (inflamação crônica), e até mesmo ao um trauma.

Sintomatologia

Saída de secreção purulenta ou sanguinolenta que suja as fraldas ou as roupas das crianças;
Dor local;
Vermelhidão;
Calor;
Abaulamento perianal com formação recorrente de abscesso na pele.

Incidências

Acomete, frequentemente, o primeiro ano de vida da criança e após uma formação de abscesso (coleção de pus na região perianal). Possui uma incidência maior no sexo masculino.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito através da história clínica e de exame físico realizado por um profissional médico. Observa-se na região perianal uma formação de abscesso ou de orifício secundário com saída de secreção purulenta ou muco, abaulamento com área avermelhada e dolorosa.

Exames Complementares

São necessários exames laboratoriais para exclusão de patologias imunossupressoras, exames de imagens entre eles a ecografia endoanal, ressonância magnética e a colonoscopia pediátrica. A colonoscopia tem a finalidade do diagnóstico diferencial, para doença inflamatória intestinal, principalmente em crianças maiores e adolescentes.

Colonoscopia Pediátrica ou ileocolonoscopia infantil

A ileocolonoscopia, mais conhecida como colonoscopia pediátrica ou infantil, visualiza a mucosa do íleo terminal e do cólon em suas várias partes anatómicas. É um exame de ampla importância para o diagnóstico e processo terapêutico. É um procedimento seguro, quando feito por mãos habilitadas, e eficaz para ser aplicado em adolescentes e crianças que têm sinais e sintomas de doenças do cólon e do íleo terminal, permitindo ainda a realização de procedimentos tais como, retirada de corpo estranho, biópsias e polipectomias.

Prognóstico e tratamento

O prognóstico é bom e na maioria das vezes a resolução ocorre espontaneamente com uso de pomadas cicatrizantes, cuidados locais e com melhora da higiene nas crianças menores. Os lactentes habitualmente se curam espontaneamente nos primeiros meses após o aparecimento e em crianças maiores, quando não há cicatrização voluntária, é indicada ação cirúrgica.

Vale ressaltar que o assunto abordado é de cunho informativo e a opinião do profissional médico especialista é indispensável. Marque uma consulta.

Dr. Edvaldo Silva Lima | Gastrus Clinic

Dr. Edvaldo Lima

Membro Titular da Sociedade Brasileira de Coloproctologia
Colonoscopia Pediátrica desde 1997.

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